quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Vivendo em Santidade

Vivendo em Santidade
“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim”. Gl 2.20.

Introdução:
    A santificação é um processo onde passamos a participar da natureza divina, onde o caráter de Deus torna-se visível refletindo em nós.
   Deus nos chamou para a santificação, o nosso Deus é santo, precisamos ser santos em toda a nossa maneira de viver. A santificação é o oposto, o contraditório de uma vida de pecado, é um processo contínuo da obra da salvação em nós.
   Muitas pessoas não conseguem compreender o que é a santificação, neste texto em Gálatas encontramos três respostas principais que definem a santificação:
1.    Mortificação. “Estou crucificado com Cristo” esta expressão precisa ser real para nós. Quando estamos crucificados com Cristo, significa que a nossa vida de outrora está morta, somos novas criatura. O mundo não nos influencia mais “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu, para o mundo”. Gl 6.14. Isto significa dizer que o mundo não representa nada mais para mim. Como bem expressou o apóstolo: "sabendo isto: que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado. Porque aquele que está morto está justificado do pecado.” Rm 6.6,7.  Aquele velho homem que vivia na prática do pecado e para o pecado, já não existe, é preciso considerar isto. Estou crucificado com Cristo. O corpo do pecado só é desfeito quando estou crucificado com Cristo. Veja Hebreus. 13.12,13 “E, por isso, também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta. Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério”.
2.  Vitalização. “A vida que agora vivo...vivo-a pela fé. A santificação é um processo pelo qual a vida de Deus é restaurada em nós, onde nossa fé é vitalizada. “porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé”. Rm 1.17. Esta vida que Paulo se refere é vivida na carne, porém não mais no pecado, porém, na fé do Filho de Deus. “Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele”. Hb 10.38. Esta fé é manifestada em obediência, fidelidade, comprometimento e uma vida constante diante de Deus.
3.  Manifestação. “Cristo vive em mim”.  Esta expressão pode ser traduzida assim: “eu não vivo mais como outrora eu vivia, mas de uma nova maneira -  não mais eu. Agora Cristo vive em mim – Ele é o Senhor da minha nova vida”. É devolver a Deus tudo o que o homem usurpou no jardim do Éden.   Esta expressão Cristo vive em Mim, leva-nos a entender que esta vida em Cristo precisa ser manifesta ao mundo, outrora éramos conhecidos pelas obras do pecado, agora em Cristo manifestaremos esta nova vida, em obras de justiça.

Conclusão

A santificação é um convite para uma vida livre e sem culpa, é um caminhar de amizade com Deus, manifestando a nova vida em Cristo ao mundo.


Pastor Eliel de Souza

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Caim e Abel
Gn 4.

   Caim e Abel protagonizaram uma das histórias mais interessantes da bíblia. Ambos nasceram após a queda e a expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden.
   Era o início da história da humanidade. Não há uma revelação clara no livro do Gênesis, em especial no capítulo 4.1-18, por que inicia a prática do sacrifício com o objetivo de Adoração. A questão dos sacrifícios e ofertas de Abel e Caim, tem sido motivo de discussão entre muitos estudiosos, que afirmam que a oferta de Caim não foi aceita porque não envolvia derramamento de sangue; mas o capítulo 4 de Gênesis não dá nenhuma indicação de que Caim e Abel achegaram-se a Deus naquele momento para pedir perdão por seus pecados.
I. As ofertas.
   As ofertas de Caim e Abel foram atos voluntários de adoração. Olhando para o sistema antigo de sacrifícios de Israel, Deus abençoava e aceitava tanto as ofertas de cereais como o sacrifício de animais (Lv 6.14-23).  "E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR." Gênesis 4:3. Entretanto, a oferta de Caim foi inferior a de Abel, em virtude que a sua motivação não era boa.
a.     A oferta de Caim.
   A Oferta de Caim, era cheia de estética e beleza em um lindo arranjo vegetal. Aos olhos humanos era uma oferta bem atraente. Envolvia muita beleza. Quem não se encanta com uma mesa cheia de frutos e vegetal?
b.     A oferta de Caim representa sacrifício humano.
   A oferta de Caim representa o resultado de muito esforço humano. Para conseguir o que ele apresentou, era necessário um trabalho muito dispendioso em se tratando da agricultura primitiva. Envolveu um árduo trabalho de arado, suor, muitas bolhas e calos nas mãos.  
   Ele tinha que aprender, imaginar e desenvolver todo seu conhecimento no plantio e cultivo daquela produção agrícola.
   Após meses de trabalho, Caim colhe com confiança a produção, o fruto do seu muito esforço, e se dispõe trazer uma oferta para Deus. Esta oferta que demonstrava a capacidade que ele possuía de intervir na natureza e nos processos de causa e efeito. A oferta de Caim trazia em si o valor da estética e a beleza de um arranjo vegetal lindo! Um altar vegetal, com muitas frutas e legumes multicoloridos.
   O encantamento com o visual deste tipo de altar é algo espetacular!
   Sem falar no cheiro suave destes produtos frescos. Os melhores da sua cultura. A oferta de Caim é a oferta do esforço, da confiança no seu trabalho, em uma tentativa de seduzir a atenção divina, pelo uso da estética visual.
   É resultado das obras e não da fé, e a justificação pelo esforço de seu trabalho e não do favor divino manifestado em graça.

   II.            A Oferta de Abel.
   Diferentemente de Caim, Abel oferece para Deus uma oferta das primícias do seu rebanho. Uma oferta de sangue, devolvendo a Deus o que lhe foi oferecido pela própria natureza, que quase por si só havia criado.
   Uma oferta que demonstrava a sua incapacidade. A Oferta de Abel apresenta um contraste sanguinolento e feio de um animal degolado e o sangue escorrendo e lavando todo o altar. 
   A oferta de Abel faz uma afirmação implícita de que havia a necessidade de um substituto, que fosse vicarizado e pagasse pelo pecado do ser humano. Pois sem isso, não haveria condições de agradar a Deus e nem seria possível haver um auto justificação. A oferta de Abel aponta para a fé, representa o descanso e a confiança em Deus.
   Demonstra que não é pelo esforço humano que se alcança a justificação, ele oferece um cordeiro que ele não gerou, mas foi oferecido por Deus, um inocente que morre como oferta a fim de que a oferta pudesse ser aceita por Deus.
   Abel ofereceu um sacrifício que carregava a semente do cordeiro que foi imolado antes da fundação do mundo. Este cordeiro foi materializado na Rude Cruz de Cristo. "Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala." Hebreus 11:4.
   Aquele sacrifício não exigiu tanto esforço humano, já mostrava que a justificação só se alcança pela fé. Somente pela fé se pode agradar a Deus. Isso não vem de nós, como Caim pensou, mas é dom de Deus.

Conclusão:

O Deus de Abel não aceita estética, não existe para ele obras de justificação, há somente sangue. Foi o sangue de um inocente que tomou o nosso lugar, afim de trazer a pacificação de Deus com a humanidade. Assim, Deus está pacificado com o Mundo. Hoje é possível agradá-lo, porém ao oferecer sua oferta de louvor e adoração, reconheça que não é pelo seu mérito, mas é pelo sangue e somente pelo sangue de Jesus que podemos se achegar à Ele.

Pastor Eliel de Souza

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

O PODER DA COMUNHÃO NA VIDA DA IGREJA

A comunhão na igreja
Referência: I JOÃO 1.3
   Existem pessoas que ficam longe de Deus e longe das pessoas. Outras escolhem caminhar perto de Deus porém não quer estar junto das pessoas. Outras estão preferem estar bem perto das pessoas, porém optam por ignorar Deus em todas as áreas de sua vida. Nosso desafio diário é estar perto de Deus e perto das pessoas.
   É importante termos comunhão com as três pessoas da Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo. Bem como com os nossos irmãos em Cristo.
I. COMUNHÃO COM DEUS.
   Em toda história alguns homens se destacaram pelo seu comprometimento com Deus, decidiram em meio a uma geração corrompida caminhar com Deus.
  • Enoque – Gn 5.24 – Andou com Deus.
  • Noé – Gn 6.9 – Achou graça diante de Deus.
  • Abraão – Gn 17.1 – Foi justificado pela fé.
  • Moisés – Ex 33.11-23 – Deixou de ser filho da filha de Faraó, para sofrer com seu povo.
II. COMUNHÃO COM O FILHO.
   O maior anseio do Filho de Deus é que sejamos um com ele.
  • Somos um só espírito com o Senhor – I Co 6.17
  • Ele habita em nossos corações – Ef 3.16-19
  • Ele ceia conosco – Ap 3.20
   Observe que existem algumas figuras que apontam para esta comunhão: a relação do noivo com a noiva; a videira e os ramos e Cristo a cabeça a igreja o corpo.
III. COMUNHÃO COM O ESPÍRITO SANTO.

   O Espírito Santo foi prometido a todos os que cressem no nome do Filo de Deus.  
  • Fomos batizados no corpo pelo Espírito e bebemos do mesmo Espírito – I Co 12.13
  • Comunhão do Espírito – II Co 13.13  Fp 2.1
   O Espírito Santo é quem nos consola, bem como o que nos convence de todo pecado, justiça e juízo (Jo 16.8). É o que nos habilita e capacita para pregar o evangelho e testemunharmos acerca do nosso Salvador (At 1.8)
IV. COMUNHÃO COM OS SANTOS
   É impossível, desvencilhar nossa comunhão e relacionamento com Deus dos nossos irmãos. Tudo que fizermos em relação ao próximo refletirá em nossa comunhão com Deus. Sobre a comunhão com os santos é preciso saber que:
  • É um modo natural de viver de todo aquele que teve um encontro verdadeiro com Jesus – At 2.42,46
  • Para alcançar a comunhão com os irmãos, é preciso andar na luz – I Jo 1.7
  • Exige esforço mútuo – Ef 4.15,16
  • Envolve correção de pecados – Ef 4.25-32
  • Oferecer socorro em coisas materiais – I Jo 3.17; Rm 12.13; II Co 8.4; Gl 2.10; At 11.29,30.
V. MUTUALIDADE DA COMUNHÃO
   O cristão precisa se esforçar e buscar por meio do Espírito Santo, graça para viver em comunhão, esta comunhão precisa ser mútua, porque em diversas partes das escrituras somos exortados à comunhão:
  • Somos membros uns dos outros – Rm 12.5
  • Amai-vos cordialmente uns aos outros – Rm 12.10
  • Preferindo-vos em honra uns aos outros – Rm 12.10
  • Tende o mesmo sentimento uns para com os outros – Rm 12.16; 15.5
  • Acolhei-vos uns aos outros como também Cristo nos acolheu – Rm 15.7
  • Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo – Rm 16.16
VI. EM QUE CONTEXTO NÃO PODEMOS TER COMUNHÃO?
   Existem algumas recomendações bíblicas para algumas situações e circunstâncias não termos como, isso vale para:
  • As amizades com pessoas ímpias – Sl 1.1-3
  • Quando a pessoa afirma ser crente, mas não vive como tal – I Cor 5.6-11
  • Quando a pessoa tem uma vida comprometida com as práticas do pecado – Ef 5.5-14; II Co 6.14
  • Quando a pessoa não tem cuidado com a língua, suas palavras não são para edificação – I Co 15.33; Pv 20.19
  • Quando a pessoa resiste ouvir e obedecer a Palavra de Deus – II Ts 3.14; Pv 13.20
  • Quando a outra pessoa promove e semeia as contendas – Pv 6.16-19
CONCLUSÃO

   Todo Cristão verdadeiro precisa cada dia caminhar em comunhão, lembre-se das palavras do Apostolo João “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado”. 1ª Jo 1.7.

Pastor Eliel de Souza

O MOVER DO ESPIRITO SANTO A maior necessidade da Igreja atual

O MOVER DO ESPIRITO SANTO
A maior necessidade da Igreja atual
João 14.26

   Introdução: Nós Falamos muito acerca do Espírito Santo, no entanto, pouco o conhecemos e pouca comunhão o povo de Deus desfruta com Ele.
   Para muitos, Ele é apenas um realizador de milagres; para outros, um distribuidor de dons. Assim, negligenciamos a sua doutrina, a ponto de negar-lhe seu devido lugar na divindade. O Espírito Santo é o Consolador que foi prometido pelo Senhor.
   A doutrina do Espírito Santo (Jo 16.7) às vezes preocupamos mais com o preparo teológico do que com a presença do Espírito Santo em nós. Esta tornando-se comum na atualidade cursos de psicanálise para líderes, como uma alternativa para a falta do poder e presença do Espírito.
   A igreja além de se institucionalizar, está se transformando num centro social, contribuindo com a perda do contato com a Terceira pessoa da Trindade. Diante deste cenário, temos um desafio emergente – resgatar com urgência estes valores - isto só é possível quando restauramos a doutrina do Espírito como apresentada na Escritura.

      I.            Ele é um ser pessoal.
   Está evidente na escritura que o Espírito Santo é um Pessoa dotada de todas as qualidades de uma personalidade: emoções, intelecto, vontade.
·         Ele ama,
·         Tem afeições,
·         Compaixão,
·         Pensa,
·         Fala e ouve,
·         Enfim, executa qualquer ato de que uma pessoa é capaz (Lc 12.12; At 5.32; 13.2; 20.28).
   O Espírito Santo anseia andar e conversar conosco como fazem duas pessoas. Porém, com a nossa insensibilidade, podemos entristecê-lo ao resisti-lo (Ef 4.30).
   Como um Ser pessoal precisa ser ouvido, amado e atendido.
   O Espírito Santo escolheu Barnabé e Paulo para a obra missionária (At 13.2), tomou decisão final na reunião ministerial em Jerusalém (At 15.28, impediu os apóstolos de anunciarem a Palavra na Ásia (At 16.6).

   II.            Ele é Divino igual ao Pai e ao Filho.
   O Antigo testamento apresenta ele no início da história participando da criação do universo (Gn 1.2).
a.     Ele atuou em todos os grandes eventos.
Nos Evangelhos aparece como o "Dedo de Deus" (Mt 12.28; Lc 11.20)
·         Ungiu Jesus de Nazaré para fazer a obra da redenção (At 10.38).
No entanto, é nas epístolas que Ele surge como:
·         Consolador,
·         Instrutor,
·         Professor,
·         Edificador da Igreja de Jesus Cristo.
·         Por último, levá-la-á aos ares ao encontro do Senhor, como uma noiva adornada.
Todos os atributos de Deus, o Pai, são também do Espírito Santo. Jesus afirmou que todo pecado é passivo de perdão, com exceção da blasfêmia contra o Espírito Santo (Mc 3.28,29). Isso prova que Ele é a terceira pessoa da Trindade, igual ao Pai e ao Filho (2Co 13.13; I Jo 5.7).

III.            Um Ser Santo 
    O próprio nome do Espírito Santo indica sua natureza; espiritual e santo. Um relacionamento com Ele sempre implicará em renúncia a todo tipo de pecado. A presença da iniquidade no coração do crente tais como:
·         Desonestidade,
·         Egoísmo,
·         Indolência,
·         Rancor,
·         Ressentimento e, o pior de todos os pecados, a incredulidade, desabilitam-no de uma comunhão com o Santo.
   Possuir a manifestação de algum dom espiritual não significa uma vida cheia do Espírito Santo. A maior prova disto é a igreja em Corinto, ela os possuía, mas foi qualificada de uma igreja carnal (1Co 3.1). Congregar com os santos, não torna o crente um santo em potencial, Judas estava entre os chamados por Jesus, no entanto, era um ladrão e traidor. A única prova incontestável de uma vida cheia do Espírito Santo é uma vida santa.

  1. A obra do Espírito Santo (Jo 16. 8-11).
   O Espírito Santo é aquele que distribui dons aos crentes, bem como opera sinais e maravilhas; é quem revela os mistérios no seio da igreja alegrando os cristãos em seus encontros de adoração a Deus.
   Mas, o propósito maior na operação do Espírito Santo, prometido por Jesus. É que seríamos capacitados com o poder do Espírito para sermos suas testemunhas, mesmo que isto nos custasse a própria vida (martírio), deixando uma prova que isto seria uma realidade para a Igreja. Bem no início da história da igreja, Estevão foi morto pelo Sinédrio. Algum tempo depois, Tiago foi morto por Herodes, Paulo martirizado em Roma. Veja então algumas obras do Espirito Santo:

a.     Dar ao homem convicção de pecado.
   "E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo" (v. 8) De nenhuma outra maneira o homem pode ser convencido do pecado, a não ser pela atuação do Espírito Santo. Ele é o único que pode perscrutar (Examinar minuciosamente, com toda atenção) o coração humano e penetrar até o espírito do homem no seu recôndito (Profundo, do âmago; o interior, o íntimo do coração) (Sl 139.7).
   Uma boa oratória pode convencer o homem intelectualmente, mexendo com sua emoção. Levando-o a um profundo sentimento de culpa, todavia, isso não fará ele abandonar o erro. Somente o Espírito Santo pode levar o homem à convicção do pecado, gerando arrependimento e rejeição a todo tipo de iniquidade.
   Não podemos deixar de ouvir a voz do Espírito Santo (Hb 4.7), quando isto acontece, demonstramos uma clara obstinação e dureza de coração (At 7.51).
   Devemos buscar o poder do alto, para que o Espírito Santo varra do coração do povo de Deus todo pecado oculto. Esse foi o sentimento no coração dos ouvintes de Pedro, logo após o derramamento do Espírito em Jerusalém (At 2.37,38).

b.     Consolar os crentes.
   O Espírito Santo é o Consolador prometido. "Se eu não for, o Consolador não virá a vós", disse Jesus (Jo 16.7).
   No Antigo Testamento, o Espírito Santo agia na vida dos servos de Deus e hoje, podemos contar com Sua presença confortadora permanentemente (Jo 14.16). Há uma unidade perfeita entre o nosso espírito e o Espírito de Deus (Rm 8.16), pois é o nosso gozo nas tribulações (1Ts 1.6).

c.      Adornar a Igreja e prepará-la para a vinda do Senhor.
   O Espírito Santo limpa e "perfuma" a Igreja, preparando-a como noiva para o Senhor da Glória.
·         Ele a adorna com seus dons (1Co 12.1-11);
·         Enche de esperança (Rm 15.13);
·         Santifica (Rm 15.16).

  1. As Concessões do Espírito Santo (Jo 16.12-14)
   Não existe necessidade maior para a igreja do que a habitação do Espírito Santo na vida dos crentes. Os pastores e demais líderes precisam ser inspecionados para apresentar uma vida frutífera no seu ministério, ao invés de uma "haste seca, demonstrando ser intelectuais sem coração, com grande poder de imaginação, mas sem o poder do Espírito Santo""Quando o Espírito Santo fizer parte do pensamento dos pregadores e dos mestres, Ele fará parte da expectativa dos ouvintes". A. W. Tozer.
   É o Espírito Santo quem nos "guiará em toda verdade"; "não falará de si mesmo", mas glorificará a Cristo. Para tanto:

a.     Nos concede seus dons.
   Todos os dons espirituais (1Co 12.1-11) e os dons ministeriais (Ef 4.11) são obras do Espírito Santo, concedidos à igreja para a sua edificação (1Co 14.26).
   Evidentemente que os dons não são passatempo e nem brinquedo de "meninos em Cristo" (1Co 3.1; 14.20; Ef 4.14; 1Pd 2.2), são para auxiliar no crescimento da igreja.

b.     Opera em nós o Seu fruto.
   Parece que a preocupação de muitos crentes hoje se restringe aos dons espirituais, todavia, o fruto do Espírito é mais necessário. O fruto do Espírito é a única evidência incontestável de uma vida cheia do Espírito Santo. O Diabo pode imitar os dons, mas jamais se fará passar por um cristão cheio de amor, de fé, de mansidão.
   O fruto do Espírito na vida do crente indica: conexão com o sobrenatural - pois o fruto é do Espírito; crescimento normal - já que o fruto só aparece na estação própria; maturidade gradual - desenvolvimento até a estatura perfeita em Cristo Jesus (1Co 13; Ef 4.13).

Conclusão: Concluo afirmando que conhecer e crer no Espírito Santo, conforme a revelação bíblica, é o nosso maior dever. Ele é a terceira Pessoa da Trindade e foi enviado por Cristo para estar conosco, nos consolando, santificando e ensinando. O Espírito Santo é uma pessoa que merece atenção. Ele fala conosco, portanto, precisamos ouvi-lo; é o mestre de quem precisamos para nos ensinar, é o Espírito que faz de nós verdadeiros adoradores.

   Você tem permitido o Espírito Santo produzir fruto e vida em você?

Pastor Eliel de Souza

quinta-feira, 27 de julho de 2017